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Confira os benefícios de deixar as crianças na cozinha

Cozinhar traz muitos benefícios a longo prazo para os pequenos, incluindo maior confiança, habilidades aprimoradas de leitura e matemática e gosto por um estilo de vida mais saudável. Além disso, em períodos de recolhimento forçado como o que estamos vivendo por causa do coronavírus ter as crianças na cozinha funciona também como um passatempo super divertido.

Esse hábito ajuda a lidar com a sobrecarga de informações e serve como um respiro tanto para adultos quanto para crianças. Veja mais benefícios:

Elas comem melhor

Crianças envolvidas na criação de suas refeições são mais propensas a comer melhor e mais estimuladas a manter uma alimentação saudável. 

Cozinhar ajuda a desenvolver habilidades matemáticas

Sim, você leu certo. Afinal, quase todas as receitas requerem medições e contagens precisas. Dê ao seu filho uma tarefa pedindo que ele conte quantos ovos entram na receita de almôndegas ou quanto óleo entra em um lote de brownies, por exemplo.

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Este pode ser um jogo de culinária divertido que ajudará as crianças a aprender a contar, adicionar e até a resolver frações básicas.

A compreensão e a leitura também melhoram

Ler uma receita, entender as instruções passo a passo e entender exatamente o que mexer, misturar ou dobrar ajuda não apenas no sucesso do produto final como também estimula a alfabetização e a audição.

Então comece com receitas fáceis para crianças, nas quais elas podem fazer parte de todo ou quase todo o processo.

Cozinhar constrói confiança e auto-estima

Dar às crianças na cozinha a oportunidade de se envolverem na conclusão de uma refeição proporciona uma sensação de realização nos pequenos. Se eles cozinharam batatas, criaram uma pizza ou ajudaram a fazer uma sobremesa especial, deixe-os saber o que fizeram foi importante.

Eles ficaram felizes e se sentirão estimulados ao saber que isso ajudou no resultado final.

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O desenvolvimento infantil e a sensação de sucesso andam de mãos dadas.

Cozinhar ajuda a falar sobre bem-estar do corpo

Quando as crianças colocam a mão literalmente na massa, isso serve de exemplo para um estilo de vida saudável. Cozinhar é uma ótima forma para falar sobre o bem-estar do corpo e as razões pelas quais precisamos comer alimentos saudáveis.

Inclusive colocar as crianças na cozinha e convidá-las a se envolver em compras de supermercado e preparação de refeições promove hábitos saudáveis ​​que trazem benefícios ao longo da vida!

Você vai ver que cozinhar em família é tão legal que provavelmente vocês vão continuar com esse hábito depois que a pandemia passar e a rotina de escola, família e atividades na The Little Gym voltar ao normal!

Como colocar as crianças para dormir sem confusão

Todo pai sabe que a luta para colocar as crianças para dormir é frequente. Reclamações, atrasos constantes ou leitura de livros que se estende noite adentro são comuns para a maioria das famílias com crianças. Mas há pais que descobriram como sobreviver a este momento e resolveram compartilhar um pouco dessa sabedoria com a gente. Aqui estão algumas de suas dicas premiadas. Antes de começar, um pequeno spoiler: para colocar as crianças para dormir, rotina é a chave de tudo!

A dica de Becky Maguire

“Rotina constante, a mesma de quando eles são muito pequenos!!! A mesma hora para dormir todas as noites, a mesma rotina (aquela que você decidir!). Seja sábio sobre o que você decide, porque você vai cantar essa música por um longo tempo!” 

A dica de Lesley Carrigan

“Não somos rigorosos quanto à hora exata de colocar as crianças para dormir, mas as noites da semana são bem fáceis. Eles escovam os dentes e escolhem um livro. Geralmente a mamãe lê, mas às vezes a própria criança em idade escolar lê. Beijos, luzes apagadas. Nosso filho do meio é nossa coruja noturna, então às vezes ele  “enrola”, mas na maioria das vezes todos seguem nossa regra: você não precisa dormir, mas precisa ficar na cama”. 

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A dica de Jill Hutchinson Hollis

“Eu tenho dois filhos com 9 e 5 anos. Quando o mais velho tinha cerca de 6 anos, eu o mandava para a cama ouvindo audiolivros, porque ele não queria ficar sozinho no escuro. De alguma forma isso ajudou e ele passou a ouvir a história até cair no sono. Os audiolivros realmente melhoraram sua memória e ele está lendo quatro séries à frente agora! Isso me permite deitar com meu mais novo, depois de ler seus dois livros. Ele nunca me deixa esquecer isso! Saio quando ele está completamente adormecido”. 

A dica de Julie Guggenheim Berry

“Para encontrar paz na hora de colocar as crianças para dormir, comece quando eles são pequenos e mantenha as regras da hora de dormir. Isso significa que você dirá não a ​​muitas coisas, mas vai ajudar muito”.

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A dica de Megan Gardea

“Constância é a chave! Usamos música, ruído branco e também um gráfico de figuras para que as crianças sintam que têm algum controle sobre a rotina. Todo mundo sabe o que está por vir e não há surpresas. A hora de dormir é cedo. Temos três filhos. Meu marido e eu alternamos quem faz quem dormir para que não nos cansemos de tentar fazer os três dormirem sozinhos em uma noite. Lembre-se: sono gera sono. Quanto mais cedo eles dormirem, mais tempo dormem e o sono será reparador, que é o que eles precisam para converter novas informações do dia em lembranças permanentes!”

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A dica de Melanie Bennett

“Você deve ter uma rotina de dormir constante desde tenra idade. Temos banho, livros, escovar os dentes, cama, luzes apagadas, porta fechada (com luz noturna). Como essa sempre foi a regra, já é o que eles esperam e não precisamos lutar contra eles para que fiquem na cama. Toda noite é perfeita? Nem um pouco … Mas, no geral, as coisas são tranquilas”.

A dica de Elizabeth Alton

“Rotina. Nós tomamos banho todas as noites a partir das 18h30. Às sete, eles estão de pijama. Leite e três histórias (nem mais nem menos). Depois, escovar os dentes e apagar as luzes. Temos perguntas para dormir que os ajudam a se acalmar e reduzir o falatório. São as mesmas cinco perguntas todas as noites: ‘Qual foi a sua coisa favorita hoje?’, ‘Houve algo que você não gostou?’ ‘Como você foi gentil hoje?’ ‘O que você acha que faremos amanhã?’ e ‘Quanto eu te amo?’. As duas crianças, de 6 e 3 anos, geralmente desmaiam após dez minutos”

A dica de Nicole Ann Montgomery

“O que realmente funcionou para nós foi fazê-los irem para a cama um de cada vez. Tranquilamente, com um dos pais lendo, abraçando ou conversando calmamente. Não sei dizer quantas vezes adormeci na cama de um dos meus filhos nem com que frequência eles dormiram na minha. Eles agora têm 10 anos, quase 12 e 14 anos, e vão para a cama por conta própria, mas ainda temos conversas, abraços e beijos na hora de dormir dos três”.

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A dica de Corey Doncaster

“Os aplicativos noturnos são a melhor coisa! Minha filha começa a navegar neles e escolher qual história ou canção de ninar ela quer. Isso dá a ela uma sensação de controle e engajamento. Cinco minutos depois, ela está dormindo e roncando profundamente”

A dica de Amanda Sapian

“Fazemos uma última chamada para lanches e bebidas 30 minutos antes da hora de dormir. Isso eliminou as reclamações de ‘estou com fome’ e ‘estou com sede’ do quarto de nossa filha depois que vamos deitar!”

Este material foi traduzido do site Huffpost. O texto original (em inglês) pode ser lido aqui.

Um guia para criar crianças responsáveis e empáticas

Especialista em educação infantil, pai de quatro filhos e avô de dois netos, mostra como pais e mães podem incluir valores
importantes no dia a dia da família. Um guia para criar crianças responsáveis, pacientes e empáticas

Habilidades sociais são cruciais para crianças de todas as idades, e é importante que elas sejam reforçadas, tanto na sala de aula quanto em casa, durante toda a infância. Mas como pais e mães podem ensinar às crianças valores importantes como cooperação, gratidão, empatia ou educação? Existe um guia para criar crianças responsáveis, pacientes e empáticas?

Afinal, esses valores são crenças básicas e fundamentais que nos ajudam a saber o certo do errado, que dão equilíbrio e significado à vida e que nos permitem formar laços na comunidade em que vivemos.

Então, veja algumas maneiras fundamentais de criá-los em seus filhos pequenos, listadas pelo expert em educação infantil Richard Peterson:

Bondade

Realizar atos aleatórios de bondade pode ter uma influência positiva sobre o indivíduo. Em família, uma boa opção é pensar em maneiras pelas quais cada um pode demonstrar bondade com os outros. Algumas ideias são assar biscoitos para o carteiro, doar um brinquedo fechado para uma instituição de caridade local, comprar enlatados para um abrigo ou deixar anotações e desenhos para os vizinhos. Inclua seu filho no processo para que ele possa ver em primeira mão a alegria que a bondade pode trazer para os outros.

Responsabilidade

As crianças têm um forte desejo de imitar os adultos da família adultos. Incentive seu filho a ajudar com tarefas simples dentro e fora de casa. As crianças sentem um grande senso de realização quando podem fazer sua parte e sentir esse senso de responsabilidade. Crianças de dois anos, por exemplo, costumam gostar de dobrar toalhas, guardar livros, colocar papel na caixa de reciclagem e cuidar do jardim. As crianças mais velhas podem gostar de contribuir na cozinha ou no trabalho no quintal.

Paciência

Paciência é a capacidade de demonstrar autocontrole enquanto aguarda a ocorrência de um evento. Também se refere à capacidade de manter a calma diante da frustração. Esta é uma habilidade que se desenvolve nas crianças à medida que amadurecem. Embora seja importante praticar a paciência, os adultos também devem ser realistas em suas expectativas, avaliar rotinas diárias e eliminar longos períodos de tempo de espera.

Polidez

Programe um horário em que toda a família possa se sentar junta para jantar. Modele boas maneiras e incentive os irmãos mais velhos e outros membros da família a fazerem o mesmo. Use frases como “Você pode passar as batatas?” ou “obrigado”. Certifique-se de fornecer orientação ao seu filho, explicando o que fazer em oposição ao que não fazer.

Flexibilidade

De antemão, mMude suas rotinas em casa para incentivar as crianças a serem flexíveis em seus pensamentos e tentar coisas novas. Tente ser flexível nas pequenas coisas: tome café da manhã no jantar, tome sorvete com um garfo, peça ao seu filho que leia uma história para dormir ou faça um piquenique na sala de estar. Diga ao seu filho que não há problema em fazer as coisas de uma maneira diferente.

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Empatia

Desde cedo, as crianças começam a entender emoções diferentes e a descobrir que outras pessoas têm sentimentos. Ao longo da infância, converse sobre os sentimentos de seu pequeno e compartilhe o seu próprio sentimento com eles.

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Ao reservar um tempo para ouvir como as crianças estão se sentindo, você demonstrará que se importa e reforçará com elas que entende completamente como elas estão se sentindo.

Cooperação

Coordene datas de brincadeiras ou leve seus filhos a eventos em que eles possam praticar se apresentando a outras crianças e, potencialmente, com adultos. Encontre jogos e outras atividades que exijam turnos e compartilhamento.

Gratidão

Incentive seu filho a passar cinco minutos todos os dias listando as coisas pelas quais é grato. Isso poderia ser feito juntos antes de dormir ou depois do jantar.

Respeito

Definitivamente, como pais, nosso objetivo é ensinar as crianças a reconhecerem que, embora as pessoas tenham gostos e desgostos diferentes ou crenças e ideias, elas devem se tratar com maneiras e positividade. Deve-se mostrar respeito ao compartilhar, limpar e ouvir os outros.

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Sempre ensine a antiga regra: trate os outros da maneira que você gostaria de ser tratado. Lembre também que as crianças podem demonstrar respeito pelas coisas da sala de aula. O tratamento correto de materiais e brinquedos mostra apreço pelo que temos.

Quem é Richard Peterson 

Richard Peterson tem mais de 20 anos de experiência em educação infantil. Como vice-presidente de educação da Kiddie Academy, ele fornece suporte diário ao departamento de educação da instituição nas áreas de currículo, avaliação, treinamento, credenciamento e licenciamento de puericultura.

Além disso, antes de ingressar na Kiddie Academy, ele passou mais de 20 anos no gerenciamento de vários locais em ambientes educacionais.

Para terminar, Peterson é bacharel em Direito e em Biologia pela Universidade de Maryland. Também é pai de quatro filhos e avô de dois, com quem trabalha constantemente em educação e desenvolvimento pessoal.

Este material foi traduzido do site Motherly, parceiro da The Little Gym internacional. Texto original (em inglês): https://www.mother.ly/child/activities-that-teach-positive-values

Como ensinar seu filho a pedir desculpas

“Peça desculpas” é o que dizemos aos nossos filhos quando eles pegam o brinquedo de alguém, batem no irmão ou fazem outras coisas indesejáveis. E é frequentemente aí que a conversa termina, com pouca ou nenhuma discussão sobre o que aconteceu, por que foi prejudicial à pessoa com quem a criança se desculpou, como lidar com a mágoa que causou e o que pode fazer para mudar seu comportamento.

Por isso é importante entender como ensinar seu filho a pedir desculpas quando ele comete erros. Pedir desculpas superficiais, especialmente quando elas são proferidas de má vontade, não é suficiente para mudar o comportamento da criança. Além disso, geralmente esses pedidos padrão tendem a se repetir na idade adulta.

Isso é problemático, como vimos, por exemplo, nas satisfações dadas por pessoas públicas importantes como Harvey Weinstein, Louis CK, Kevin Spacey e Matt Lauer, recentemente acusados de atos de assédio ou agressão sexual. Suas manifestações indicam para, para determinadas pessoas, apenas pedir desculpas é suficiente, mesmo quando o pedido vem seguido de explicações que reforçam seu ponto de vista ou culpam as vítimas.

Pedir desculpas de coração

Pedidos de desculpa superficiais são feitos geralmente sem arrependimento de todo o coração nem vontade de fazer reparos adequados.

“Eles podem conter uma transferência de responsabilidade (“Peço desculpas por minha equipe ter cometido um erro”) ou envolver a linguagem condicional, que muda o foco para a pessoa prejudicada (“Desculpe se você ficou ofendido”). Podem também ser tão vagos que não fazem sentido (“Sinto muito pelo que aconteceu’)”

Edwin Battistella, professor de linguística na Southern Oregon University e autor do livro “Sorry About That: The Language of Public Apology”, lançado nos Estados Unidos em 2014 e ainda sem tradução no Brasil.

O ato de pedir desculpas realmente, por adultos ou crianças, precisa conter o reconhecimento sincero de que você fez algo errado. E é isso que pode ser tão difícil: ninguém gosta de admitir um erro. 

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A propósito, no caso específico das crianças, há algo muito complicado chamado dissonância cognitiva, que é aquela sensação estranha que se tem ao tentar manter duas crenças contraditórias ao mesmo tempo. Por exemplo, uma criança pode acreditar que é uma pessoa gentil, mas também vê que fez algo ruim. Como aliviar essa tensão? Muitas vezes, a saída que encontramos é sugerir que o que aconteceu não foi tão ruim assim ou que a pessoa mereceu.

Um bom pedido de desculpas começa com a orientação

A maneira como orientamos as crianças em um pedido de desculpas é tão importante quanto o próprio pedido de desculpas. O primeiro passo para ensinar seu filho a se desculpar é fazer com que ele – e você mesmo – dê um passo atrás.

Digamos que seu filho pegou um dos brinquedos do amigo e fugiu, deixando o coleguinha chorando. Fazer com que os pequenos lidem com as consequências de suas ações no calor do momento não vai funcionar. Eles ainda estão sentindo as emoções que os levaram a se comportar daquela maneira e precisam se acalmar antes de estarem prontos para refletir sobre suas ações.

Portanto, não é a melhor ideia gritar “Pare de correr e devolva esse brinquedo ao seu amigo! Você precisa se desculpar agora”.

“É sempre imprudente tentar ensinar quando estamos com raiva ou nossos filhos têm dificuldade em ouvir. Também não podemos ensinar quando estamos envergonhados na frente dos outros”, explica Ellen Goldsmith, assistente social clínica especializada em crianças e adolescentes.

Então, quando seu filho estiver mais calmo, você poderá resolver o que aconteceu.

Falando sobre sentimentos

Uma das saídas é descobrir o que seu filho estava sentindo e como essas emoções podem ter levado ao comportamento problemático. Então, você pode perguntar: “O que você estava sentindo antes de pegar o brinquedo do seu amigo?”. 

Seja qual for o motivo, a ênfase deve estar em suas ações serem o problema, não em suas emoções. Todas as emoções são boas. O que faz diferença é como lidamos com elas. “Precisamos nomear os sentimentos. Caso contrário, as crianças podem se perder em seus sentimentos, como nós às vezes fazemos”, afirma Goldsmith.

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Depois que eles entenderem mais sobre suas emoções e comportamento, é hora de falar sobre como a outra pessoa se sentiu. Você pode fazer isso relacionando a situação com algo semelhante pelo qual a criança passou.

Por exemplo, talvez o irmão do seu filho tenha pegado seu brinquedo favorito sem pedir e se recusado a devolvê-lo. Você pode pedir que ele pense e se lembre de como se sentiu nesse caso. Depois, uma dica é ressaltar que pode ser como o amigo dele se sentiu quando teve seu brinquedo levado.

Brainstorming com crianças

Você também pode perguntar ao seu filho o que ele faria de diferente neste caso se pudesse. Vocês podem imaginar opções juntos. “O brainstorming com crianças pode proporcionar momentos maravilhosos de ensino. Pode ajudá-lo a escrever ou desenhar as opções de como responder potencialmente ”, orienta Goldsmith.

Na opinião da especialista, mostrar às crianças que erros são oportunidades para refletir e aprender pode mudar a maneira como elas vêem os erros. Além disso, trata-se de uma forma de combater o modo defensivo como instintivamente costumamos agir diante dos nossos equívocos.

Os ingredientes de um conversa que funcione

Depois dessa conversa inicial, seu filho está pronto para se desculpar. Um pedido de desculpas sincero precisa priorizar os sentimentos da outra pessoa e demonstrar arrependimento.

“Um bom pedido de desculpas precisa mencionar o dano causado, demonstrar arrependimento sincero e de alguma forma reparar o dano”, confirma o professor Edwin Battistella. 

Em um treinamento para professores, a ex-professora da escola primária JoEllen Poon aprendeu sobre uma abordagem simples de desculpas que atinge todos os pontos-chave. Três frases – “Desculpe”, “Isso está errado porque…” e “No futuro, eu irei…” – guiam os alunos pelas etapas.

Ela falou sobre suas experiências ensinando as crianças a se desculpar em um popular post no blog Cuppacocoa. É neste momento que a sua conversa anterior com o seu filho será útil, pois ele já saberá como completar as frases que Poon utiliza como bases.

“Meus alunos começaram a alimentar relacionamentos de uma maneira nova. Cada vez mais, eles tomavam a iniciativa de pedir desculpas um ao outro, em vez de esperar que um adulto os obrigasse a fazê-lo. Eles pararam de agir como se estivessem ‘perdendo’ quando estavam se desculpando e, em vez disso, passaram a se ver ‘ganhando’ juntos por uma situação ter melhorado” afirma.

E completa: “Eles também pareciam realmente mudar seus comportamentos depois – crianças que incomodavam outras crianças diminuíram esses comportamentos, e todos pareciam mais sinceros em seus esforços para se harmonizarem entre si”.

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Depois de pedir desculpas, outra maneira de as crianças fazerem as pazes é agindo. “As crianças aprendem fazendo e, portanto, uma foto ou um abraço podem fazer toda a diferença. O mesmo vale para nós adultos também”, defende Goldsmith.

“Todos aprendemos pelo que os outros fazem e não pelo que eles dizem. Por isso, é muito mais importante nos ver fazer o que ensinamos e pregamos, ou eles nos verão como mentirosos ou hipócritas e sempre se lembrarão disso ”, disse Goldsmith.

Empatia e perspectiva

Mas o que acontece quando seu filho realmente acha que não fez nada de errado? Ele pode estar com dificuldade em admitir o que é errado ou pode não entender o ponto de vista da outra pessoa. Neste caso, uma opção é incentivar seu filho a perguntar ao amigo como ele se sentiu.

“Ser capaz de conversar com outra pessoa e ouvir o que a outra pessoa está explicando pode ajudar as pessoas a ter uma perspectiva diferente”, analisa Amy Hubbard, presidente do departamento de comunicação da Universidade do Havaí, e uma das autoras do estudo “Efeitos do Timing e da Sinceridade de um Pedido de Desculpas na Satisfação, Compreensão e Mudanças nos Sentimentos Negativos durante os Conflitos”.

No entanto, vale ressaltar que tudo o que for dito, mesmo o pedido de desculpas mais genuíno e livre de estigma, não significa que o solicitante tenha direito ao perdão. Existem coisas que não conseguiremos consertar e pessoas que não estarão dispostas a nos perdoar, e tudo bem. É importante ensinar aos nossos filhos que pedir desculpa não significa perdão certo, mas sim assumir a responsabilidade por nossas ações.

Pedir desculpas e admitir erros, desde a infância, ajuda bastante a criar empatia e a impedir que o mau comportamento de criança torne-se um padrão abusivo no futuro.

“Quando as crianças aprendem isso em tenra idade, torna-se natural e normal que elas se desculpem de uma maneira mais completa. Elas se acostumam a ser específicas sobre seus erros, examinando as consequências de suas ações, construindo empatia, fazendo um plano para realmente parar o comportamento indesejado e se permitindo sentir o desconforto de uma atitude humilde ao pedir perdão”.

JoEllen Poon

“Muitos de nós crescemos aprendendo a evitar emoções desconfortáveis ​​que vêm com um pedido de desculpas como esse, que se torna natural ser defensivo em vez de aberto e humilde. Esperemos que aprender a pedir desculpas adequadamente resultará em adultos mais atenciosos, cada vez mais conscientes da maneira como suas ações afetam os outros”, completa a ex-professora infantil. 

Este material foi traduzido do site Today’s Parent, parceiro da The Little Gym internacional. Texto original (em inglês): https://www.todaysparent.com/family/parenting/heres-what-works-way-better-than-forcing-your-kid-to-say-sorry/

4 ideias de ano novo para criar filhos melhores em 2020

Ser pai ou mãe é conduzir um ser humano pequeno em segurança à idade adulta, mas também pode ser um bom motivo para reavaliar nossos próprios hábitos. Afinal, ter um filho não significa que você automaticamente se tornou um modelo de virtude. Às vezes, significa que você também ficou um pouco mais eficiente em esconder alguns de seus maus hábitos.

Então, que tal aproveitar o início de um novo ano para, realmente, transformar certas atitudes em um projeto familiar? Afinal, mais do que as palavras que os pais dizem, são as ações que têm o impacto mais duradouro na educação das crianças. Portanto, se você quiser que seus filhos tenham menos tempo na tela, por exemplo, provavelmente seja necessário mostrar o caminho, deixando o computador ou o celular um pouco de lado.

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Tecnicamente, não precisamos de um novo ano para adotar novos hábitos, mas um novo calendário é uma boa desculpa para fazer um balanço e definir metas. Aqui estão quatro resoluções de ano novo para cumprir em família e educar filhos melhores em 2020:

1 – Reduza o tempo de tela

Com smartphones e tablets sempre à mão, é muito fácil para crianças e adultos optarem por passar boa parte do tempo assistindo à TV ou jogando. Mas o tempo na tela demonstrou inibir o desenvolvimento do cérebro. 

Se você deseja desligar sua família do telefone durante o jantar ou incentivar uma brincadeira mais ativa, você não está sozinho. “Eu sempre acho que as famílias podem se beneficiar ao limitar o tempo de tela – e, muitas vezes, isso começa com os pais”, diz pediatra e fundadora da Pure Direct Pediatrics, dra. Amna Husain. 

Ela recomenda colocar o telefone no modo “Não Perturbe” ou encontrar outras maneiras de dificultar o acesso, como desativar as notificações ou colocar o aparelho em uma prateleira alta quando você voltar para casa.

Estratégias

Liz Tenety, co-fundadora do site Motherly, descobriu que seus filhos muitas vezes choramingavam no final de seu horário semanal destinado a ver vídeo e TV e pediam mais. Ela e o marido também notaram que frequentemente procuravam o telefone durante o tempo de descanso, como antes de dormir.

Tenety afirma que, desde então, eles decidiram dar o exemplo: eles reduziram o tempo que passam diante das telas criando uma “Caixa de Presente”, na qual todos colocam seus telefones durante momentos em que estão juntos. 

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Julie Morgenstern, especialista em gerenciamento de tempo e autora do livro Time To Parent (ainda sem tradução brasileira), tem outra solução para manter toda a família mais responsável pelo tempo com equipamentos eletrônicos.

Segundo ela, “sincronizar” o tempo da tela pode fazer maravilhas. “Combine uma janela de tempo definida, seja um intervalo específico (18h às 19h, por exemplo) ou um prazo mais geral (antes do jantar), no qual todos possam entrar livremente em seu mundo on-line”, sugere Morgenstern. 

“Quando a janela se fechar, todos os dispositivos deverão ser devolvidos, permitindo que você desfrute de um verdadeiro tempo de qualidade juntos, onde todos estão totalmente presentes”, completa.

2 – Organize sua casa

Mesmo que ninguém precise lhe dizer para arrumar sua cama ou limpar seu quarto, os pais podem lutar tanto com a bagunça quanto as crianças. Lisa Dooley, criadora do blog Your Organized Life e autora do livro “More Space. More Time. More Joy! Organizing Your Best Life” (ainda sem tradução em português) garante que se organizar é quase sempre uma das resoluções mais comuns do Ano Novo.

“As famílias costumam ansiar por organizar e diminuir a sobrecarga”, explica Dooley. A folga antes que as crianças voltem para a escola após as férias pode ser um ótimo momento para começar. Como primeiro passo, Dooley recomenda a organização. Isso pode ser um assunto de família: toque algumas músicas enquanto todos examinam as coisas a serem doadas ou as que precisam ser jogadas fora ou recicladas. 

Doações

Dooley também sugere buscar organizações sem fins lucrativos da sua cidade para ver se elas podem receber doações. Se eles limitarem o recebimento de grandes doações, como móveis, você também pode usar serviços das prefeituras ou governos estaduais, que geralmente recolhem móveis ou grandes equipamentos.

Outra maneira de envolver toda a família é criar uma pausa nas compras. Dooley recomenda começar com uma janela de 30 dias. Um “janeiro seco”, em que toda a família se compromete a não comprar nada – além, claro, de comida e itens de primeira necessidade. Depois, todos podem reavaliar em família o que a temporada sem compras lhes ensinou. 

Essa também pode ser uma experiência edificante para adultos e crianças refletir sobre o que eles queriam e não compravam. Eles ainda querem? Isso os ajudou a economizar dinheiro? “Gerenciar o volume (o que entra) e o espaço (o que mantemos) nos ajuda a criar a casa que amamos”, diz Dooley.

3 – Passe um tempo ao ar livre

Laura Vanderkam, especialista em produtividade, surpreendentemente não sugeriu uma resolução sobre trabalho ou eficiência. Em vez disso, ela recomendou que as famílias estabelecessem a meta de sair por 20 minutos por dia.

A própria Vanderkam foi inspirada no blog Humans Outside, onde Amy Bushatz narra as aventuras ao ar livre de sua família no Alasca. (“Ei, se ela pode sair no Alasca…” Vanderkam ressalta, referindo-se ao clima extremamente gelado do Alasca.) 

Energia

Atividades ao ar livre trazem muitos benefícios para toda a família. Estar fora para 20 minutos é o equivalente a uma xícara de café para seus níveis de energia! Esse hábito também pode ajudar com criatividade e foco.

Caminhada pela natureza com a família é uma ótima opção. Outra maneira de incluir o ar livre em sua programação? Envolva os animais de estimação. Nicole Ellis, treinadora pessoal de cães, sugere estabelecer uma meta de pelo menos um passeio regular por mês com seu cão. 

4 – Dê atenção ao que realmente importa

Sair mais, organizar a casa e se desconectar dos aparelhos eletrônicos ajudam a reduzir o ruído externo e se concentrar no que importa. Um bom exemplo é o da família da dentista Inna Chern: eles ficam juntos por pelo menos duas horas por dia sem eletrônicos. “Essa resolução nos ajudou a permanecer conectados como casal e família”, conta.

Nem todos os pais podem ter essa flexibilidade no trabalho, mas o espírito da resolução pode ser adaptado à sua agenda. Mas lembre-se: se ninguém está fazendo algum tipo de alteração, não há muita resolução. Você pode se comprometer a passar uma tarde de fim de semana juntos, por exemplo, ou jantar juntos uma noite por semana. 

Vanessa Quigley, fundadora do Chatbooks, diz que seu “tempo para a família” é os domingos. “Nós fazemos pães, desenhamos ou apenas saímos, e geralmente fazemos fotos. Pesquisas mostram que as famílias se conectam melhor e se valorizam mais quando olham fotos umas das outras”, acredita.

Animais de estimação

Ellis, a treinadora de cães, oferece outra resolução que exige quase nada e também promove a união: reserve um tempo para se aconchegar com seus animais de estimação todo fim de semana. 

Como os animais de estimação geralmente são deixados de fora da agitação das atividades no fim de semana, reservar um tempo para se relacionar com eles exigirá que todos fiquem parados em um lugar da casa e apenas relaxem. Seu animal de estimação não será a única criatura que se beneficia de algum tempo de descanso e vínculo muito necessários.

Este material foi retirado do site She Knows, parceiro da The Little Gym internacional. Confira aqui o texto original em inglês. 

Troque brinquedos por experiências e crie belas memórias com seu filho

O quarto das crianças (e também sua varanda, sua sala de estar, seu closet…) está cheio de brinquedos com os quais seu filho raramente brinca? A maioria dos pais pode atestar a grande quantidade de brinquedos não utilizados que ocupam espaço demais em suas casas. E a maioria das crianças tem dificuldade em largar seus brinquedos favoritos.

No entanto, um estudo publicado na revista Infant Behavior and Development, descobriu que um ambiente com menos brinquedos é realmente melhor para as crianças e a necessidade do brinquedo “do momento”, além de estressar os pais, tem pouco benefício para o desenvolvimento do seu filho.

Então, da próxima vez que você tiver que dar um presente, ofereça ao seu filho uma dessas ideias, troque brinquedos por experiências e crie belas memórias com seu filho:

1) Crie memórias efetivas com uma divertida experiência familiar

Uma sessão de cinema, teatro, show musical, exposição ou evento esportivo são um presente divertido para toda a família. E as memórias criadas com este tipo de experiência estão muito além daquilo que um brinquedo pode proporcionar.

2) Visite lugares novos

Quantos lugares legais há na sua cidade que, muitas vezes, nem você conhece? Um museu, zoológico, um parque público. Além do caráter de “coisa diferente”, seu filho também pode fazer novos amigos!

3) Tenha um estoque variado de materiais de artes e artesanato

Isso pode proporcionar infinitas horas de criatividade e diversão. Compre itens como papel colorido, pompons, limpadores de cachimbo, miçangas, tintas, marcadores, giz de cera e adesivos, só para citar alguns. Adicione um livro de “coisas para fazer” cheio de ideias e pronto! Aproveite e pegue também um livro de colorir para adultos e faça disso um programa de família!

4) Dê ao seu filho algo que ele aguarde ansiosamente todo mês.

Um exemplo são os clubes de assinatura. Há tantas opções para crianças, incluindo livros, brinquedos educativos, kits de culinária e de ciências.

5) Dê ao seu filho aulas e atividades como os programas da The Little Gym

Existem aulas  específicas para crianças e contribuem para o desenvolvimento dos pequenos de uma forma divertida! Se você está procurando um presente para a lista de desejos de um filho ou organizando a festa de aniversário dele, pense fora da caixa e ofereça algo que leve a experiências divertidas, aprendizado, desenvolvimento e um tempo mais valioso para a família!

Para saber mais sobre a The Little Gym, fale com a gente.